terça-feira, 29 de julho de 2014


Ouviu? Dizem que o grito da ciriema trás sol. Sabe o que é a luz Rica? ë a verdade, o desvelar do mistério. A noite, a noite é a morada dos sonhos.. não que cada um não possa acontecer diferente, mas é o propício, entende? Por isso a bohemia, e as loucuras abruptas que são peneradas pelas estrelas.. os movimentos involuntários da alma. 


Os toques da vida não podem vir abarcados de tanta ingenuidade, pode meu amigo? Há de assentar os mecanismos consequências para um dia a perspectiva mudar, enxergarmos tudo de uma só vez; noss'agora talvez… nunc'omeço, nunca fim. Lhe confesso essa fraqueza, e pra ser franca, não espero o mesmo de ninguém.. até pra assumir-se-r fraco,  perante a vida é preciso força nesse mundo cão.. Ser forte por certos motivos incompreensíveis, e fraco, por menos ainda. E no teu contrário, o movimento anti-poli-arbitrário de ser gestante de elefantes azuis, da poção mais rara, a do amor, feita das lágrimas de mulher saudosa; Dum lugar onde se fale sempre sincero, e o fazer todo coração. Ideais simples. 

É…as máximas permanecem.. só nós vamos. Sobramos em legados pessoais; talvez aqueles de que nem nos demos conta. Me sobra medo ainda de permanecer nas memórias posteriores como to Tio que tocava percussão,.. ou o avô poeta. Num baú cheio de escritos e rascunhos. 

Escritos? É quase um manual de vida. De como se passar pelo tormento da perda, dos outros, de si. E do encontrar-se, mesmo que por alguns instantes, uma razão a mais para ser. Talvez até mais. 

Floreio teu..

Bobagem sua..

segunda-feira, 7 de julho de 2014

todas essas minúcias da vida cotidiana não têm manual de instruções!
como saber para onde irão os pesinhos de Mercúrio, com aquelas asas malditas que podem, afinal, nos levar pra onde ela quiser?
somos, vírgula, toda a nossa vida até aqui.
a mãe, o pai e a tia.
as memórias, as vidas passadas, os ancestrais, os seus orixás.
são seus ascendentes em peixes e vênus em câncer. suas quadraturas, harmonias e oposições.
pessoas nunca são, porque não podem ser só pessoas.
viver é respirar e estar presente, dançando com o que estiver à sua porta.
talvez sejamos somente bons dançarinos. apenas isto...


Mag Magnólia

domingo, 22 de junho de 2014

F   aria o que o Céu quizesse e mais


R   iria ao som das lâminas do vento 

I   ludiria mais uma vez meu coração


O   lharia em seus olhos, e fugiria



(2014 com frio em Maringá)




quarta-feira, 28 de maio de 2014


repousado em sua bolha de singularidades,

propondo um conforto desconfortável,
sonhando, normalmente; solipsismo,
donde decora verdades;
vaidades.
o vital

sexta-feira, 23 de maio de 2014





Palavras são janelas (ou são paredes)
Sinto-me tão condenada
Tão julgada e dispensada
Antes de ir, preciso saber:
Foi isso que você quis dizer?
Antes que eu me levante em minha defesa,
Antes que eu fale com magoa ou medo,
Antes que eu erga aquela muralha de palavras,
Responda: eu realmente ouvi isso?
Palavras são janelas ou são paredes.
Elas nos condenam ou nos libertam.
Quando eu falar e quando eu ouvir,
Que a luz do amor brilhe através de mim.
Há coisas que preciso dizer,
Coisas que significam muito para mim.
Se as minhas palavras não forem claras,
Você me ajudará a me libertar?
Se pareci menosprezar você,
Se você sentiu que não me importei,
Tente escutar por entre as minhas palavras
Os sentimentos que compartilhamos.

Ruth Bebermeyer

quarta-feira, 7 de maio de 2014

transbordo-de-ti
teu aroma particular pelo quarto
teus penduricalhos no assoalho

teus respingos em mim, jasmim rara, 
que me encara de ponta a infinito quando permito que isso tudo que faz dissolva em paz

respeito perene de que fomos presenteado desde o início por nosso ofício karmal
pelo nosso ramal de ligações únicas
por tudo que foi, é, e sempre será!

terça-feira, 8 de abril de 2014

vazio crativo

Gosta de ver os corpos em movimento, não nega um trago de vida oferecido em vão e por estranhos se apaixona. Confere-lhe a falta de dinheiro, ainda mais o excesso de tédio acumulado nas telas brilhantes e distantes do amor; com a frágil aparência que moderna coerência lhe oferece, que gasta em prece aos ouvidos invisíveis do todo. Perniciosamente leviano gasta teus dias entre poesias não lidas, paixões mau passadas e o cultivo de tua linguagem obtusa, à recusa de se assemelhar ao comumente mediano-fato de não saber-te como ser. Indagos, planos escorridos e sobre tudo a gana esganada de pertencer mais e querer menos, mesmo com a alma esfomeada de poeta repleta de vazio criativo.