domingo, 22 de junho de 2014

F   aria o que o Céu quizesse e mais


R   iria ao som das lâminas do vento 

I   ludiria mais uma vez meu coração


O   lharia em seus olhos, e fugiria



(2014 com frio em Maringá)




quarta-feira, 28 de maio de 2014


repousado em sua bolha de singularidades,

propondo um conforto desconfortável,
sonhando, normalmente; solipsismo,
donde decora verdades;
vaidades.
o vital

sexta-feira, 23 de maio de 2014





Palavras são janelas (ou são paredes)
Sinto-me tão condenada
Tão julgada e dispensada
Antes de ir, preciso saber:
Foi isso que você quis dizer?
Antes que eu me levante em minha defesa,
Antes que eu fale com magoa ou medo,
Antes que eu erga aquela muralha de palavras,
Responda: eu realmente ouvi isso?
Palavras são janelas ou são paredes.
Elas nos condenam ou nos libertam.
Quando eu falar e quando eu ouvir,
Que a luz do amor brilhe através de mim.
Há coisas que preciso dizer,
Coisas que significam muito para mim.
Se as minhas palavras não forem claras,
Você me ajudará a me libertar?
Se pareci menosprezar você,
Se você sentiu que não me importei,
Tente escutar por entre as minhas palavras
Os sentimentos que compartilhamos.

Ruth Bebermeyer

quarta-feira, 7 de maio de 2014

transbordo-de-ti
teu aroma particular pelo quarto
teus penduricalhos no assoalho

teus respingos em mim, jasmim rara, 
que me encara de ponta a infinito quando permito que isso tudo que faz dissolva em paz

respeito perene de que fomos presenteado desde o início por nosso ofício karmal
pelo nosso ramal de ligações únicas
por tudo que foi, é, e sempre será!

terça-feira, 8 de abril de 2014

vazio crativo

Gosta de ver os corpos em movimento, não nega um trago de vida oferecido em vão e por estranhos se apaixona. Confere-lhe a falta de dinheiro, ainda mais o excesso de tédio acumulado nas telas brilhantes e distantes do amor; com a frágil aparência que moderna coerência lhe oferece, que gasta em prece aos ouvidos invisíveis do todo. Perniciosamente leviano gasta teus dias entre poesias não lidas, paixões mau passadas e o cultivo de tua linguagem obtusa, à recusa de se assemelhar ao comumente mediano-fato de não saber-te como ser. Indagos, planos escorridos e sobre tudo a gana esganada de pertencer mais e querer menos, mesmo com a alma esfomeada de poeta repleta de vazio criativo. 

quarta-feira, 26 de março de 2014










Quando penso,
fico penso para o lado

Peso, fico denso
Desço, fico tenso


E meu pensamento alado
É desleixado como o vento

Não é leve, nem eleva
Só me enleva. Some e leva...


Mas se paro e respiro...
abrem-se nova-mente os poros
transpiram… suspiro - ah, sou puro!


Rodrigo Cardoso 

sexta-feira, 21 de março de 2014



O orgulho é ponta dinamite.
Quando tua razão explode, acredite:
Ao ordernar o caos que te permeia,
A verdade quando felicidade, laceia,
Por ser contradição, tudo bem, tudo bom..

E o quando fácil por teus cantos,
Dizer bem, ou o que bem queira,
Para fazer seleta peneira,
Do que há de lhe convir, aos poucos,
Tudo, até mais séria brincadeira.

Como e quando há de-despir,
Contida constante leseira,
Do achar no ponto,
Do que está no pronto,
Oco feito madeira.