segunda-feira, 23 de setembro de 2013





En-dali-zar

Fiel companheira,
que fizeste de cama esteira,
quando saltava dum barco a beira;
Um precipício de quanto mar…

Quando mundos a nos separar,
e quilômetros a-nos juntar,
propícias delícias delatando,
nosso estranho jeito de amar.

Pele, películas e pontes;
Destinto torpe horizonte,
que cores enfatizou,
para tudo endalizar?!

Espero que não temamos
as próximas primaveras,
Por tudo que esse inverno,
Por tudo que a vista, a vera.


sábado, 21 de setembro de 2013

Declínio

Paralizo cardumes enriquecidos de alma,
extraviada por condição de causas,
em causos pouco risonhos de sonhos que
pecam ao nascer.





E como tua própria origem profana, se
ajeita em cama de veludo e-espinhos,
Como contendo contidozerros da vida,
Essências alquímicas e bobagens de praxis.

Declínio…
às vésperas da carne,
às fresas do caminho,
aos brilhos nocturnos,
poemas de ladrilhos,

Contos taciturnos,
como gole, fio-a-fio,
o que de próximo
era longe, tão desigual,

faz-me querer-me bem,
fazer-me mal, rio que vive,
constante desaguar,
eminente em mim,

eminência ao mar.








Dentro de cada palavra, música e meditação
Poesia e sua arte de despir meu coração

Da lua o mel frio toca minha pele vi
l




Amor serpente, me morde e nem se sente



Retribuo com olhares o que as janelas da alma não podem mostrar




Distração desbocada manchou a abstração aprisionada




Guardo dentro o que um dia há de sair...
Felipe Monaro

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Parcela-se



Em SP Parcela-se…

Parcelam-se vontardes,
Parcelam-se animizades,
e electro-domésticos.

Parcela-se Saúde,
Parcela-se adoecer,
e o pagamento do médico.

Parcelam-se sonhos,
contraceptivos,
mágoas.

Em Sampa parcelam-se as ( C )H( U )OR( V )as;
os tempos e necessidades.

Parcela-se sua atenção,
Parcela-se sua dor,
sua Comun-hão.

Parcelam-se Nascimentos, 
Caridades em Quantidade.

Parcela-se, Go-zo,
Em-Ti-Midades.
Parcela-se a mor(…)


Parcelam-se cor-ações,
Dó-açães;
Parcela-se compaixão.

Parcelas diárias,
Parcelas binárias,
Onde parcelas tuas falta.

Onde parcelamos com o "Quem",
o "oque" e Pronde(!?)

Parcelam-se respiros, 
Descansos…
Banalidades 

sábado, 24 de agosto de 2013



Painting by Leonid Afremov



Restos


Há um resto de noite pela rua
Que se dissolve em bruma e madrugada.

Há um resto de tédio inevitável
Que se evola na tênue antemanhã.

Há um resto de sonho em cada passo

Que antes de ser se foi, já não existe.

Há um resto de ontem nas calçadas
Que foi dia de festa e fantasia.

Há um resto de mim em toda a parte
Que nunca pude ser inteiramente.

Ildásio Tavares

sexta-feira, 9 de agosto de 2013







D'arritmia à Melancolia,
Enquanto a vida percorria,
Era tudo o que pedia,
Mas nada do que queria;

Queria as respostas que o Universo escondia,
Contudo, mais perguntas e questões empetalada cedia; Em cada perceber seja-noite-seja-dia…

Como em cada gole, o derradeiro, em cada encontro em que se-m-bebia.

Quando Gélido era frio que nem eskimo permitia, e quando quente, frita ardente, que nem mesmo o sol face polia.

Tons entre Tons

Sorvia intreteiro, sincopo arteiro, em sua poética revelia, para que os de outras, lhe valha, possam  mais um pouco de ar, um transbordo a mais, um pouco mais de vida.