sábado, 6 de julho de 2013

amour





 é uma dor que não incomoda, não até ser tarde de mais,
 pois uma flor que nasce às tais de atravesso espinhado, 
no peito embriagado de um tolo desassossegado!
Pego pelo alicerce maior da vida em condição de próprio fim, 
seria enfim, um marginal insípido em leal díspare
 com a lógica dos re-produzidos maquiados; 
Um Titã bailarino, tremeluzindo, calmosteiro;
era sabiá rouco de poucos,
 estridos assobios nos mais doce dos encejos. 
Ávido, pávido-colosso, era poço, era caminhar. 
Era tudo que precisas, qualquer alquimista, 
era puro fruto, era furto par.
              
Está fadado, ali, a não saber mais de si, 
nem são, a só ser… navegar. 

Arabescos

nesse teu corpo blues de mulher

donde corri passeatas
em tijolos estrelados
na sincope compassada
á tocar nossos hiatos

logo a felicidade fez-me colher

permaneci disparata
em versos vindo-céu
á espèce concordata
disse vá e apareceu

na troca sincera sol bem-me-quer

que soa ao bem querer
tuas mordidas marolas 
e tudo que cantarolas,
tintas que fez-te ser

ma pettite, ma belle, mon cher! 

sexta-feira, 24 de maio de 2013





Não sei se estou louco, ou se é o pouco de poesia que me resta; atenta minha sã liberdade de não escolher, que me espreita, olhar a olhar, fixado em teus pulsos e lábios serrados com os quais me profere um sorriso ingenuamente insinuante. Eu já não te vi por ai? disse, como quem pergunta se a cerveja já gelou, em poucos metros de espaço entre nossas temperaturas, com um chichi vermelho e pernas de fora, se abaixou para pegar algo devolvendo-me um ar reticente que nunca me tinha ocorrido…
Não me lembrava mais o do porque estar ali, não me fazia respeito também desrespeitar tamanha discrição, ousada, sutil; mesmo a mercê de outras possíveis interpretações neuróticas, pendi minha cabeça para a mochila em mãos e disse, talvez… Ouço isso o tempo todo. Talvez a pior saída de todas de todos os tempos, me visitando em plena luz da noite, em pleno acaso de paixonite a primeira pergunta me desmontou feito boneco, à troviscadas em sequencia e digna clara cara da querência, sai como nada fosse.
Como podia eu, tornar-me um outro, perante uma outra, que nem mesmo saberá o outro lado do mesmo? Como pude, onde estava que não ali? questionei-me vezes e vezes durante minha saída.
Agora admiro a distância… com tua perfeita silhueta tingida à estêncil, pencil
de pensar em falar o que penso, quando olhas assim…  

domingo, 17 de março de 2013

vida


Se Nós, tempos precisos, oscilosos
á intempérie dos Deuses, eminência;
em metade lá e metade cá, dor e fé,
para que escolha seja tenaz, ou vã…

Sendo.. trage-cômi-ca-dramatica-mente
como mito, sem escrúpulos em minúcias,
Brumado repentino, nem tino nem prumo,
só poeira de estrela, tu me acreditas?
só poeira de estrela!

Confia em ti, nos outros, ou no além?
ninguém, pouco em cada, talvez..Será?
quantificamos, tratamos, perguntamos
e esvai camuflada, entrelaçada em nós.

Algoz e herói, tarde ou cedo, esvaem-se
se confundem a todo resto que vem vindo
inerte, inerente, inteligível, zumbindo
é capaz de negar-se, e, vezes, revelar-se

Como o mais óbvio dos risos alterados.
Como a mentira arteira aos necessitados.
Como as sedes dos famintos endiabrados,
injuriados, pra quem nem pouco tem como…

É rarefeita, de feitiço claro e branda;
também impiedosa, turva fúria, um embuste.
onde voltas se fazem contidas, encontros,
medidos enganos, promessas para uma vida.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013





metal
se mente,
many...

pula

ação!

Se minto
cimento
com credo,
concreto

Desmente
de mente?
sem meta,
metal

quem?

com 
sente
mental. 







 Edson Lyra

domingo, 17 de fevereiro de 2013

N'outro



A falta que faz, do que de fato, me foge.
Está (N'outro) espaço que desconheço,

sendo que sei que quero tanto,
que queimo; ardo vazio;

Que me queixo da vida, vívida,
próxima pros olhos tocarem.

Tento, desencosto do meu passado 
e assumo outra postura, respiro, 
penso em não pensar muito, que
me faz pensar mais, e me revisitar,
partir promeu próprio desconhecido,
até que reconhecido, me faça gritar.

E não de qualquer tipo, nem jeito; 
era esporado como que saísse DÁLMA,
louco por transbordamento e lúcido 
por natureza de karma. 

Logo, instantes depois o vazio permanece,
diferenciado agora pelo calor, parecendo 
que acabara de sair: Pouco antes do fato 
faltar a fuga e furtar-me maizum pedaço.

Tão pequeno por quaisquer'outras grandezas, 
         mas com tal peso, 
tanto, quanto a imensidão dos sonhos: 

Apaixonados delírios,
doses e mais doses diárias de
Ati-banais, sendo que vezes até distribuía
como se me fossem outros recortes;
desmedido-irrestrito-altamente comburente. 

A força incontrolável do impossível!
Do improvável! 
Das pernas de uma puta! Da dor!
Da vontade! Ao Gozo! 
À costumes condenáveis.   

Tudo que vem de dentro entre esse limite do que é
ser fora ou não ser. Os famigerados famintos!
Famosos pelo apetite de necessidades realmente necessárias!  
Das vozes que calam por vontade e jamais por bordas. 

Permitindo o silêncio consequente,
para aquietar novamente,
mesmo que in-permanente,
que possa, aqui, presente. 


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Para todos..






Para todo dia que de noite o claro,
para os ares imóveis, uma pausa,
Para tudo que do nada, eterniza,
para que no mudo se fale o mais.

Para espera, mais que paciência,
para repouso, menos motivos,
para gastos, o gosto de quem gosta,
para quedas, para lamas, paradisíaco.

Para poucos menos, e todos mais,
para o cais, mais porto, menos partidas,
para a tona, o sub, e logo sublime,
para descobrir, ímpeto, íntimo, legítimo.

Para algumas vezes, o suficiente.

Para ninfo, paradoxos e pontes;
Para ninfa, poesias e partos.

Para enfim, poeira.