domingo, 26 de setembro de 2010

Despreguiçar

Mais do que esperava, era a surpresa despretênciosa que aos poucos, curtia no despreguiçar da manhã chuvosa. Era só uma desculpa para mais um segundo, mais um cafuné ao pé do ouvido atento á mais um sinal de que tudo ficaria bem.


Corre para fazer o café e tomar aquele banho ligeiro.. um pito e o apito do despertador desesperado na borda do colchão faz lembrar, fora de tom, que está atrasado de novo.


Seu desajeito já é rotineiro, e talvez seja por isso que se dão tão bem, compartilhando a bagunça como uma forma de organizar o caos.


Curiosa, traz novidades e variedades de gostos em aromas de cores... tombo á flores que nem mesmo sabia o nome.



Ele fala de silêncio , ela cai na gargalhada, doce.

Ela quer folia, ele faz manha, conforto.

Ele diz: por que não á perfeição??

Ela sussurra: a perfeição é imperfeita..

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Em constante desconstruir!

Falo em mim com a esperança de ser ouvido... pois a falta é presente, em tudo e todos. Conivente porém contrário ao Tim; Humanização Emocional:





Olho no olho com ascendente em Aries.
Pele com pele com-paixão em Eros.
Festejar a vida em Krishna.
Força interior no contra-pé á caretice..
livre arbítrio.
Como fihos do SOL e da LUA.
Como filhos da TERRA e do CÈU.
Natural!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vem comigo..

Te convido para um passeio, ao meio dia, em um lugar deserto onde nada possa nos alcançar.


Te proponho um sono, uma música, que desenhe dias secos e noites aconchegantes.

Te encontro naquela estrada.. onde a vida te fez andar ao sol e onde meu sinal te fez parar.

Te vejo em slow-motion com um sorriso interminável, suor e lágrimas em um poço de sal.


Te desejo sem máscaras, sem pudor.. sem querer querendo, sem saber, vivendo.
Te tenho naquele horizonte de segundos, de ventos mudos, onde o tempo voltou por nós.

sábado, 7 de agosto de 2010


Com calma n'alma levemente exausto, tira sua sapatilha. Volta a ser humano. Imperfeitamente perfeito, feito calendoscópio próprio de emoções, feito frio na barriga frente algo ansiosamente novo. Envolto... solto nesse mundo vezes cruel, vezes acolhedor - Tem amor!




Em paciência aos próprios anseios, há consciência de ser divino. Percebe que manifesta-se por inteiro quando está consigo mesmo. Coeso tenta compreender a vaidade. Ego-cego conspira pré-tensão, mas, ao perceber que a ação é extensão de seu âmago, tira sarro e ascende um cigarro sorrindo em gratidão.




Derrama uma lágrima fina na esquina do olho. Custosa á cair, traz junto em mudo o breu, o suor e os giros. Firma a leveza clara em tons pastéis feito os menestreis quando encontram um por que... Encontra a paz no algo mais!




Já jogou capoeira na beira, já respirou yoga em si, de toga abraçou o palco, como talco... tai-chi.


Em fractal abre-se ás deidades, troca humana. Mas não se engana, sabe que vai alem do convencional... alem do racional.




quarta-feira, 28 de julho de 2010

..e o tempo passa..


Ontem (27/07), percebi o quanto nossa condição mundana se manifesta através da mudança. Talvez a única certeza que temos, do berço á terra. Hoje um grande amigo teve seu primeiro filho, o primeiro de muitos amigos á desencadear mais uma vida na bagunça que é essa Babilônia.

Convenções e comportamentos que não mudam.. as vovós competindo para quem da o conselho mais eficiente, e o Vô fazendo caras e bocas com os barulhos mais esquisitos para ver se o netinho da um sorriso, todos em volta, em celebração ao lindo Cauê. Demonstração de carinho, de meninice.. uma volta ao tempo em que nada tinha importância alem de se estar com quem se ama fazendo o que todos adoram fazer: Ser feliz!

Me senti contagiado por um serzinho que mau sabia o que estava acontecendo ou o que representava para mim. Ele era a representação do que há de mais puro no mundo. O nascido.
Não estava contagiado pelo mundo, pela escola, pelo trabalho ou a sociedade; nem contaminado por nenhum trauma anterior. Era um fruto de vida virgem pronto para mais uma empreitada da vida sendo apenas quem ele é.

Percebi como o tempo passa e que não importa o quanto não nos importamos, ele sempre vai passar..

Percebi que a vida e a morte são celebrações por si, urrando de alegria ou chorando até secar.

Pois se eu sair desse mundo vivo, olharei para trás e agradecerei cada tombo, cada choro e a cada um.

sábado, 24 de julho de 2010

Carta para assumir


Querida,



Hoje é mais um daqueles dias em que decidi andar , pensar e sentir. È.. sou um sentimental. A chuva cai, assim como hábitos meus - que nem mesmo eu consigo explicar.
Algo que pode começar de manha e desenrolar suspiros, e em giros e esguios, terminar na Espanha.
Mas por que tentar mudar agora?
São sonhos acordados que me aparecem com uma pitada de realidade. Ultimamente, vem aos montes, feito as cinzas acumuladas no assoalho. E lá vão elas..
Irei mais em finais de semana para longe, e provavelmente deixarei a chave na porta.
Mas para que tentar me mudar?
Talvez, ser mais convencional? Ouvir o que falam, engolir os que encaram, e mudar..
Mas ai.. não serei eu! Seria apenas uma persona a mais nesse mundo esquizofrenico.
Pois em meu mundo de louco, a vida é mais!
Por isso, deixe-os gargalhar franzindo as sobrancelhas; deixe-os extasiados cochichando ás orelhas!
Amo-te em dia de lua, dia de nua, dos pés a cabeça! Só não se esqueça: Sempre seu grande palhaço.
Por que eu mudaria?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

?








Onde estávamos com a cabeça?

Ainda tremo o tom quando está presente... na verdade, nunca se foi. Mais uma manhã onde o sol é opaco, me questiono respostas que não existiram e um telefone que não toca mais.

Longe agora, já deve estar mais calmo e eu com a alma aos berros, tento me tranquilizar para que ao menos, um suspiro, um lijeiro sopro possa entrar... e se vai com um pedaço de meu.

O que vamos fazer agora? Agora que estou te sentindo em minha porta, mas não é você.. não é o que eu gostaria de ver agora.. agora, que seu coração está fora de alcance. Estou tentando dar um fim, mas em mim..
eu sei.

Como eu deveria responder a isso? O que estávamos pensando? Pois é o meu coração que grita a mim, eu estou fora de alcance... e lá se vai mais um pedaço.

Mas aposto que se visse o que passa em ti, choraria! E não seria a primeira vez mesmo. Agora, Agora.. o que posso fazer?