sábado, 7 de agosto de 2010


Com calma n'alma levemente exausto, tira sua sapatilha. Volta a ser humano. Imperfeitamente perfeito, feito calendoscópio próprio de emoções, feito frio na barriga frente algo ansiosamente novo. Envolto... solto nesse mundo vezes cruel, vezes acolhedor - Tem amor!




Em paciência aos próprios anseios, há consciência de ser divino. Percebe que manifesta-se por inteiro quando está consigo mesmo. Coeso tenta compreender a vaidade. Ego-cego conspira pré-tensão, mas, ao perceber que a ação é extensão de seu âmago, tira sarro e ascende um cigarro sorrindo em gratidão.




Derrama uma lágrima fina na esquina do olho. Custosa á cair, traz junto em mudo o breu, o suor e os giros. Firma a leveza clara em tons pastéis feito os menestreis quando encontram um por que... Encontra a paz no algo mais!




Já jogou capoeira na beira, já respirou yoga em si, de toga abraçou o palco, como talco... tai-chi.


Em fractal abre-se ás deidades, troca humana. Mas não se engana, sabe que vai alem do convencional... alem do racional.




quarta-feira, 28 de julho de 2010

..e o tempo passa..


Ontem (27/07), percebi o quanto nossa condição mundana se manifesta através da mudança. Talvez a única certeza que temos, do berço á terra. Hoje um grande amigo teve seu primeiro filho, o primeiro de muitos amigos á desencadear mais uma vida na bagunça que é essa Babilônia.

Convenções e comportamentos que não mudam.. as vovós competindo para quem da o conselho mais eficiente, e o Vô fazendo caras e bocas com os barulhos mais esquisitos para ver se o netinho da um sorriso, todos em volta, em celebração ao lindo Cauê. Demonstração de carinho, de meninice.. uma volta ao tempo em que nada tinha importância alem de se estar com quem se ama fazendo o que todos adoram fazer: Ser feliz!

Me senti contagiado por um serzinho que mau sabia o que estava acontecendo ou o que representava para mim. Ele era a representação do que há de mais puro no mundo. O nascido.
Não estava contagiado pelo mundo, pela escola, pelo trabalho ou a sociedade; nem contaminado por nenhum trauma anterior. Era um fruto de vida virgem pronto para mais uma empreitada da vida sendo apenas quem ele é.

Percebi como o tempo passa e que não importa o quanto não nos importamos, ele sempre vai passar..

Percebi que a vida e a morte são celebrações por si, urrando de alegria ou chorando até secar.

Pois se eu sair desse mundo vivo, olharei para trás e agradecerei cada tombo, cada choro e a cada um.

sábado, 24 de julho de 2010

Carta para assumir


Querida,



Hoje é mais um daqueles dias em que decidi andar , pensar e sentir. È.. sou um sentimental. A chuva cai, assim como hábitos meus - que nem mesmo eu consigo explicar.
Algo que pode começar de manha e desenrolar suspiros, e em giros e esguios, terminar na Espanha.
Mas por que tentar mudar agora?
São sonhos acordados que me aparecem com uma pitada de realidade. Ultimamente, vem aos montes, feito as cinzas acumuladas no assoalho. E lá vão elas..
Irei mais em finais de semana para longe, e provavelmente deixarei a chave na porta.
Mas para que tentar me mudar?
Talvez, ser mais convencional? Ouvir o que falam, engolir os que encaram, e mudar..
Mas ai.. não serei eu! Seria apenas uma persona a mais nesse mundo esquizofrenico.
Pois em meu mundo de louco, a vida é mais!
Por isso, deixe-os gargalhar franzindo as sobrancelhas; deixe-os extasiados cochichando ás orelhas!
Amo-te em dia de lua, dia de nua, dos pés a cabeça! Só não se esqueça: Sempre seu grande palhaço.
Por que eu mudaria?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

?








Onde estávamos com a cabeça?

Ainda tremo o tom quando está presente... na verdade, nunca se foi. Mais uma manhã onde o sol é opaco, me questiono respostas que não existiram e um telefone que não toca mais.

Longe agora, já deve estar mais calmo e eu com a alma aos berros, tento me tranquilizar para que ao menos, um suspiro, um lijeiro sopro possa entrar... e se vai com um pedaço de meu.

O que vamos fazer agora? Agora que estou te sentindo em minha porta, mas não é você.. não é o que eu gostaria de ver agora.. agora, que seu coração está fora de alcance. Estou tentando dar um fim, mas em mim..
eu sei.

Como eu deveria responder a isso? O que estávamos pensando? Pois é o meu coração que grita a mim, eu estou fora de alcance... e lá se vai mais um pedaço.

Mas aposto que se visse o que passa em ti, choraria! E não seria a primeira vez mesmo. Agora, Agora.. o que posso fazer?




Viva!

Vida
plena
cena
ato
salto

Mato
vida
viva
paz

Mais
fim
pouco
oco

Soco
agrado
afago
saco

ufa..

amor
cor
flor
suor

ufa..

Sorte
forte
corte
morte.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Slowmotion




Esse é um daqueles momentos em que o tempo já não faz mais sentido.

Tudo passa em slowmotion como uma desculpa para morrermos jovens, vivos e sem arrependimentos. Como mais um motivo para parar de viver a vida em condições fúteis e medíocres.

Um daqueles momentos onde o menor descuido se torna o tudo ou nada.

Já não importa se vai conseguir o emprego que tanto queria, ou se vai conseguir a graduação e ser um bom profissional, um bom cidadão perante a sociedade... Sua cidade, seu país, sua cor, sua religião, pouco importa! Ele é livre! Simples-mente, é... nesse momento.

Voa baixo na contrastosa paisagem asfaltada.. cores, o vento e o sol em suor pele dão o sinal. Agora já pode respirar..

Já pode olhar para trás e dizer que valeu a pena um por-do-sol a mais.

domingo, 11 de julho de 2010

3:33h

É uma daquelas coisas que você não conta..
a auto-sabotagem.
O fraquejo frete ao beijo que não aconteceu,
que esperava ser seu, mas não deu.

Tenta arrumar a bagunça,
Antes que ela te arrume alguma..
Ou que mesmo suma, sem deixar vetígios,
Apenas grampos e desenhos mímicos.

Músicas e fotos,
Publicam fatos,
Físicos,telepáticos..
Agora são 3:33h.

O resquício aparece,
Feito prece,leve..
Sinto paz;
Perten-essência