quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Meu gosto em suposto desgosto

Caio em mim vez por vez
entre dreads e "porquês"

Espanto, me bato, me abraço
O avesso, do avesso, do avesso, do avesso

Estigo meus deuses da chuva
o afago da pele jambo luva

Logo, narcizo não gosta o não espelho
logo, vejo-me a que assemlho

Mas foi nesse cruzamento irmão
da Ipiranga com a São João

Que algo acontece em meu coração apampa
vagando em nobre Caetano e Sampa



Esse clipe do grupo musical Beirut- Elephant Gun-, demonstra com originalidade e com um certo tom excentrico, uma coreografia de dança contemporânea colorida e dramática fluindo levemente com a poética da letra. Essa mostra dirigida por Alma Har'el consegue passar com um certo grau técnico um clima de lamento, harmoniosamente em contato com o som de trompete e a voz visceral do vocalista Zach Condon, um xicano que trouxe em um estilo peculiar algo criativo e tocante. Bravo!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010


Camélia minha flor


Em uma viajem coloria

Revisto cantos de minha vida

Em cada detalhe acompanhado

Cada detalhe em fino trato.


Vontade de publicar o amor privado

Encantar o desencontrado

Nos dias quentes de areia grossa

e banho de carinho.


Quando me encontrei perdido

Em suas constelações particulares

Soprei o medo de lado

Logo grato fiquei

no sopro, natureza das coisas


No calor do toque mato a sede

Frente lindos gestos, emudeço..

marejo, sorrio e agradeço
O aroma de limpa certeza

Uma rede que deito por amor

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...

Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair

Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...

E nesse dia branco
Se branco ele for
Esse canto
Esse tão grande amor
Grande amor...

Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Cansei..
Cansei de estar cansado, de deixar o sonhos largados, existindo por ai sem saber pra onde ir. Hoje acordei com vontade de correr pelado, livre do julgo de mim mesmo, leve por perceber que ao conter o que há aqui dentro, eu me tornaria um outro eu, um corifeu do reino do Self.
A lenda pessoal de cada um se manifesta em virtude da comunicação do mundo com a nossa alma, onde apenas o coração pode entender a linguagem dos sinais, algo profundo em suas peculiaridades supostamente banais.
Que o sonho exista! Proporcionado pelo caminho, amigo da experiência, irmão da vivência.. o amor encontrado.

Grato amados..entre sorrisos e bugalhos!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sinais
Fiz das canções dos outros
Meu alívio aflito
De puro convívio

O canal da minha chama
Uma vontade á vontade
Do calar respirando seu afago

Casta melodia
Me cata á vista
Sem prestações nem prazos

Fazendo da minha atenção
O próprio desabrochar
Do vento atento

Que alí, na pele da areia
Laranjal horizonte
Conta-me aos montes

Conta que na imaginação do povo
Mora o alcançável
Sonho quase apalpável

Onde se ouve o coração
Unido com o mundo
Em poesia concreta

Naquela curva reta
Naquela dúvida certa
Na missão completa

terça-feira, 8 de dezembro de 2009