terça-feira, 18 de março de 2014

Em mim maior







A planta estourou o vazo, e não foi acaso que o desabroche parecia teus lábios sábios de sexo, som e uma doçura cítrica que atiça a preguiça logo em seguida, onde Sátiros sabiás tolos ficam, ao te olharem despetalada, arejada em mim maior.

Natureza de Mulher





Em tua própria 
tumba de esperança
relutava fatos da vida

Era Puta e Dama
em sua natureza de Mulher
era órfã de medo pois,
nenhum outro amor
lhe faria sangrar novamente;

Ao que sente, era demente
quando fazia ser simples 
tais encontros  invernais;

Era capaz de fazer do juízo, Sonho;

Tacanho acontecer na noite em teu semblante.

Era capaz de cais e partida em menos de veiz, 
pelo que vez entre seus ouvidos gélidos e seletivos,
sua franja frente ao mar, e teus olhos entumecidos..
de garoas breves. 

Trans-plante



Foi por isso.. por isso que sustentava aquela apatia inóspita enquanto a chuva exauria as velas do jardim; de lábios serrados, conti. Contive tudo que poderia, menos, claro, as palavras inevitáveis. Um Adeus seria insignificante, formalmente estúpido e transtornante.

Seria imperdoável.

Parece que não tivemos tempo e, quando acabava de passar, me parece tanto...

Com suas marcas cardíacas e o calor no olhar, não poderia oferecer nada mais do que minha genuína arritmia, meu único modo de viver, dentre tantos outros que há de se faze-lo.

Como pode? Subtrair-se algo e mesmo assim se ganhar tanto?

Sentir-se útil e vital ao oferecer o mais forte e simples de mim.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Lembra?

Lembra daquela conversa?
Quando estávamos em minha cama,
e me indagou sobre outros amores?

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Falta Poesia - facebook

Eu acho que você sempre teve razão. Eu acho que eu também sempre tive. Cada um buscando seu caminho, suas crenças e amores do seu melhor jeito. Às vezes eu ainda acho que estes caminhos vão se cruzar. Outras, me sinto egoísta, velho. Uns dias, o mundo está em minha mãos e não há coisa ou pessoa que arranque meu sorriso. Noutros, esmagado, me enrosco em mim mesmo, magoado, pequeno, em pedaços. São as montanhas dentro da mim, subindo, descendo, escondendo o Sol, barrando chuva, deixando-se alagar seja do que for, seja do que vier. Escolhi uma montanha alta demais. Às vezes me arrependo. Noutras, respiro coragem, e subo.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Poesia de asas

Me esvaziei meu bem, 
Até chegar ao fundo de eu
Doeu, tudo clareou, vagou, engrandeceu
Me peguei sem apego, sentindo bem
Lumiou e iluminou tudo
Fez balançar num sopro mudo
Eu vi que eu não quero, não tenho, não sou
Aqui te sinto e lhe desejo o bem, meu bem
Onde a avidez de ser nem chegou

modifico-me pra ver se fico em mim, e edifico-me.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Poetar

                             
Poetar é preciso
Certo desalinho
Pontelíneo..

Um certo peso
Tipo inerente
suavidade voraz

Um tanto loquaz 
tanto mar
Tanto

Quando de graça
cantos teus
descobre - devolve

Des-nu-da 
de roupa
de leve

E de novo
e nós
tudo

Se foder
só fodendo
e ser foda

Nada de mais
só alcool 
sozinho

E de novo
comigo
giz

No universo
quase verso
do que já

Era tempo
passo
pés

Ponta de dois
compasso
pisco

Peste visão
que lumia
encontra