terça-feira, 13 de setembro de 2011


Na profundidade de uma pausa.
Na cólica do tempo.
No ideal de uma ilusão.

No suspiro delicado.
No surto educado.
O andar na contra-mão.

Respeito em silêncio.
O ver ao vento.
A lógica do sim ou não.

O nada que incomoda.
O tudo que afoga.
O centro em oração.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

valse

Pensou de lado com um bocado
de pretextos roucos
de tanto chorar.

Calou com gosto
toda mágoa que
podia ele apenas suportar.

Fez-se fino trato
quando logo soube
que a vida ia mudar.

Pediu que o fosco
manto do desejo,
dele, pudesse
apenas descansar.

E quando a forte
voz soava, opaca
de tanto ele precisar.

Compôs a melodia,
sina do impossível,
sempre querendo almejar.

E foi tomado
pelo sangue do momento
que era de se esperar.

Partindo o sofrer
de louco, onde pouco
havia de se descansar.

E fez o voto
de sempre, cantar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


No construir nada se cria,

Tudo se reorganiza,

Preconiza,

Se junta.

Como uma intuição, um feixe de energia que te atravessa em dimensões e camadas sutis, o criar se manifesta. Despertando em latejante re-ação o fenômeno contido em instantes incontáveis.. intocáveis. Paridos de conflitos, ramificações e quebras, manifesta-se como o despertar de uma estrela. Centelha clarifeita de proporções cósmicas, de influências irrevogáveis. Uma extensão do seu eu mais puro, exigente á mutação.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sempre em deslizes pré assumidos,
simples.. sede.
Esperando que dessa vez seja um pulo,
onde.. cala.

sábado, 18 de junho de 2011

.. e eu que pensava que..

Que realmente meu ego estaria, não fazendo mas um de seus acordos pré-nupciais para a imagem, uma memória, mas que dessa vez, apenas dessa, pudéssemos nos perceber e respeitar a veracidade das coisas. O Fenômeno de existir sem interferir. Observar.
Leio-me e alego inocência proposital, alego ser leigo e leviano; Um ativista interno de frente ao espelho.

Me acaricio e a migo digo, acalmes, respires, seja. Livre, ora.. pois sois o movimento das in-possibilidades latentes. Sois Sol! .. o que da sentido ao movimento.. Somos.
Logo nego participação ativa, ausento-me de migo... sigo. E a cada encontro com outro espelho nos olhamos impessoal-mente, em um breve momento, ali, infinito.

Cansado de me perseguir, me deparo com EU. Aquele que é tudo isso, ou aquilo. Que é jovem, logo velho.. um brilho que responde calando qualquer pergunta. Que não tem roupagem nem imagem de nada, nem medo, nem cedo de mais para sigo. Para seguir.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pode o futuro presente pré-concebido imprimir primeira pré-disposição para aquele futuro virar próprio presente, mesmo dizendo que sente, que não mente a pensar que será, que será, que será...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Estamos divididos..







Entre falsas promessas e os desejo reprimidos.


Por convenções incoerentes e frascos de comprimidos.



Estamos divididos.

Inquietos em momentos infinitos,


Mitos.


A culpa dupla de ser e querer.


De crer..

De nos expor, assim..
Com fim e um endereço.



Preço das escolhas..
Folhas em um mar de papel.



De começar pelo fim..

Estamos divididos.