segunda-feira, 19 de julho de 2010

Viva!

Vida
plena
cena
ato
salto

Mato
vida
viva
paz

Mais
fim
pouco
oco

Soco
agrado
afago
saco

ufa..

amor
cor
flor
suor

ufa..

Sorte
forte
corte
morte.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Slowmotion




Esse é um daqueles momentos em que o tempo já não faz mais sentido.

Tudo passa em slowmotion como uma desculpa para morrermos jovens, vivos e sem arrependimentos. Como mais um motivo para parar de viver a vida em condições fúteis e medíocres.

Um daqueles momentos onde o menor descuido se torna o tudo ou nada.

Já não importa se vai conseguir o emprego que tanto queria, ou se vai conseguir a graduação e ser um bom profissional, um bom cidadão perante a sociedade... Sua cidade, seu país, sua cor, sua religião, pouco importa! Ele é livre! Simples-mente, é... nesse momento.

Voa baixo na contrastosa paisagem asfaltada.. cores, o vento e o sol em suor pele dão o sinal. Agora já pode respirar..

Já pode olhar para trás e dizer que valeu a pena um por-do-sol a mais.

domingo, 11 de julho de 2010

3:33h

É uma daquelas coisas que você não conta..
a auto-sabotagem.
O fraquejo frete ao beijo que não aconteceu,
que esperava ser seu, mas não deu.

Tenta arrumar a bagunça,
Antes que ela te arrume alguma..
Ou que mesmo suma, sem deixar vetígios,
Apenas grampos e desenhos mímicos.

Músicas e fotos,
Publicam fatos,
Físicos,telepáticos..
Agora são 3:33h.

O resquício aparece,
Feito prece,leve..
Sinto paz;
Perten-essência

terça-feira, 6 de julho de 2010

Blues ao caminho.

Massive Attack - Live With Me







Fora anunciado... o blues estava a caminho.
Decidida, entregou-se ao impulso e parou na primeira loja de conveniência.
Comprou toda bebida que pode carregar.
Pois assim como carregava seus fados aos montes,
Arrastados pelo tempo em que perdia,
Entre um gole e outro procurava substituto para o vazio.

Estava enterrando algo alem da dor;
Eram paixões reprimidas,
Esperanças podadas antes de florescerem,
Era um estado de solidão solicito.

As paredes e batentes não podiam mais sustentar seu descaso,
Seu alto-flagelo era a busca pela calma instantânea.
A consciência fora furtada.. uma pausa entre degraus intermináveis,
Um susto em meio ás estrelas.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

...

A lua está linda hoje,

Digna de comemoração,

Digna de você e eu,

Digna de nós.

Seu sorriso largo,

E meu contentamento contente..

terça-feira, 15 de junho de 2010

2 doses

Foto by: mÁRCIOpEREIRA




Ela é daquele tipo que tem um sorriso... uma extensão própria que chega antes de qualquer outra coisa. E foi assim que ela tocou minha porta ás 23hs da noite enquanto eu fingia que lavava louça, bancando o bom menino. Usei essa desculpa da louça e ela a da curiosidade, ao trazer uma garrafa de vinho em suas mãos ao apartamento.
Meio sem jeito de quem queria sair, propus alguns lugares para ouvirmos um som; após um longo beijo, percebemos que não havia outro lugar para ir...
Aflito, procurei o abridor e nada! Mas é incrível como um homem pode ser criativo quando a pressão esta no ar... um parafuso e um alicate serviram deram conta.
Era melhor que o esperado. Vinho e tragadas a meia luz, gargalhadas soltas ao vento e os goles nos deixando mais flexíveis, mais vulneráveis ao som do Blues. Passeando pelas particularidades alheias, éramos espontâneos e sinceros, até de mais frente ás casualidades usuais.
A garrafa estava no final e a noite se desenrolava lenta em flertes intensos, feito tapa na cara. Pudor e poder se confundiam em jogo até então omisso.
Logo que a primeira peça tocou o chão as bocas se calaram, os corpos se tocaram e a troca se tornou íntegra...Pré-verbal. Um fiel pito e um fiel sorriso á brisa congelante de inverno paulista , confirma sua silueta de baixo das cobertas em extasiado encanto.
Bom dia, um bom beijo e o conforto de sentir seu álito amanhecido igual ao meu, único.
Despedida de abraços demorados e dizeres pretensiosos. Sobra-me o café, esperando curar a ressaca, e o ponto final esperando tornar-se reticências...

terça-feira, 8 de junho de 2010

A construção













Durou por dias, meses; mais do que poderia. Agora permanecia em um estado novo, permeável.

Um herói fragilizado pela dúvida de um ato não feito. Eram duas. Não pode fazer a escolha, logo não havia escolha.


..escorrega pelas suas mãos..



Dúvida vazia, vaga e real.



O desespero contornando seu rosto desfaz sua pose e seus trejeitos..

Está ficando tarde e tudo se mostra frio no vale, um som que vai alem da ponte, que vem alem da compreensão. Fingindo silêncio constantemente violável, flutuante.. passado.



Alem da ponte em distâncias in-tângiveis... que te mostram onde parar, onde pular.